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quarta-feira, junho 30, 2004


// posted by michael seufert @ 11:51

A situação actual 

Não podia deixar de comentar a acutal situação política em Portugal.
Cronologicamente:
Ouvi, na noite do jogo Suécia-Itália (estava na Ribeira com os meus amigos) que o Durão Barroso se perfilava como único candidato possível para a presidência da Comissão Europeira. Não que acreditasse, mas pus a hipótese. Como seria?
Achei bem. Achei que dava um nome e uma imagem positiva ao país ser ele a figura de consenso para o cargo mais importante na Europa. Ia levar "a boa nova" à Europa: Temos competência, rigor e isenção em Portugal. E de resto, nem é preciso dizer muito, era simplesmente extraordinário para o país, ponto final.
Claro que me questionei acerca das consequências internas. E pensando na sucessão do PM, nunca pensei em Santana Lopes, confesso. Entendi que estava "preso" em Lisboa. Pensei em Manuela Ferreira Leite, mas achei que não era,nem é, de todo consensual - havendo no entanto uma alternativa que vou já expôr. Morais Sarmento e Arnaut, apesar de fortes no partido, pensei, não têm profile nem experiência suficiente. E cheguei à conclusão que ainda hoje defendo, de que a sucessão natural, dentro do próprio governo, caberia a Marques Mendes.
Vejamos: é ministro do actual governo, por isso seria sem dúvida uma solução de continuidade. Como no entanto não era "número dois" nem nada que se pareça, Ferreira Leite sairia de certa forma enfraquecida, e, provavelmente (não percebo nada de querelas partidárias), abandonaria o governo. Não sei como seria em relação a Morais Sarmento e Arnaut. O que era preciso era um bocado de bom senso e esquecer as intrigas politicó-partidárias. Até porque, no partido, Marques Mendes não é consensual e foi, por vezes, opositor de Durão. Mas desde que este o convidou para ministro as divergências, suponho, acabaram... Ainda mais, Marques Mendes é um excelente negociador e orador e saberia liderar o governos até às próximas legislativas (quem sabe se daí em diante?).
Bem, como esta solução é demasiado descabida regressamos a Manuela Ferreira Leite.
Apesar de impopular deve ser ela a dirigir o governo até 2006.
É ministra de estado.
É representativa das políticas deste governo, e significaria continuidade.
Teria de assumir a coligação (fundamental!)
E daria tempo a um congresso do PSD para escolher um líder do partido que não teria de ser ela. (Veja-se o caso alemão, onde Schröder "deu" a liderança do SPD a Muntefehring, ministro das finanças, para tirar das costas o peso de conciliar o partido em torno das difíceis reformas em curso)
Esse líder (Santana?, Marques Mendes?, Arnaut?) seria o próximo candidato às legislativas pelo PSD, ou pela coligação, pois não me parece que Manuela Ferreira Leite consiga ganhar eleições...

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